mais um hoje!


É a Tita... avó... abre a porta!

A porta abre-se com uma chave que está debaixo de um vaso! Mas a avó precisa ser dona daquela casa!

- Já vou Tita!

A Chave desce por um cordel...

Entro na casa, na minha casa, a casa das minhas férias, a casa onde fui tão feliz... Antes a casa cheirava a pão... agora não!

- Então e o Pedro?
- O Pedro tem que trabalhar!

A casa está meio despida, está fria, falta aquele toque de Natal, mesmo não sendo ainda Natal falta ali qualquer coisa, falta calor!
Mas a braseira está quente! Pois está, eu sei !

Hoje liguei-te, atendeu alguém que me disse: Boa noite, ligou para a D. Maria...mas ela hoje não quis vir para o lar. Fomos lá e demos-lhe o almoço, mais tarde demos-lhe o jantar!

- A Avó estava bem?
- Sim, estava bem!

Entro... absorvo na minha alma aquele sitio, aquelas vozes, aquele quente, a agua mel com queijo de cabra e as noites passadas na avenida... quando jogar às escondidas era tão bom!

Entrei e subi as escadas. O cheiro nauseabundo começa a infiltrar-se, ela não admite sequer um reparo, as calças, as meias, as pantufinhas estão encharcadas de urina... ela não sente! Tento lavar tudo antes que chegue.

- Mãe, a mãe tem que cuidar de si... as senhoras do Lar vieram cá para ajudá-la!
- A casa é minha! Sei bem cuidar dela! (O filho afasta-se, magoado)

- Dona Mariaaaaaaaaaaaaa!!!
- Hoje não vou!


A avó hoje não vai... eu sei avó, roubaram-te os anéis... e ninguém acreditou... eu sei avó... o teu filho Eduardo ligou-te e zangou-se contigo... porque não quiseste ir para o lar... eu sei... tu não gostas do lar!

Sabes avó, disseram-me que quando não vais ao lar ficas mais triste, mais sozinha, a solidão é marafada avó. Queres dizer-me, por favor, ao ouvido, o que tu queres afinal???

E se eu te dissesse que me fazes falta? Que preciso da tua voz? Quando me contas as tuas historias, quando as contas aos meus filhos... eu ainda tenho mais certeza... Preciso tanto de ti!

A tua casa é linda, eu sei... mas quem lá está agora?

Fico aqui, com saudades...

Sou a Tita e quando tu me chamasses de novo... eu não me ia atrasar... porque estavas aqui pertinho! É o meu pedido de Natal!
Está muito frio!

Tenho um livro que me enerva para ler! Nicholas Spark com a Hannah Montana na capa!

Mas a cama está quentinha... e não consigo deixar um livro a meio!

Vou dormir!

Ainda não comprei uma unica prenda de Natal!

Vou dormir a pensar nisso!

O meu carro pifou!

As prendas de Natal estão suspensas à espera do telefonema do mecânico!

Vou mesmo para a cama...

Estou assim... feliz!

Vida...

18 anos e eu chamo-te vida!

Hoje são 18 anos de namoro e sim, é essa a verdade, continuamos namorados, namorados que namoram!

Há 18 anos não foste um amor à primeira vista, pelo contrario, contestei cada palavra cada gesto cada atitude... depois deixei-me sentir... baixei os braços e consegui ouvir-te com o coração... duvidei e tive medo de acreditar!
Obrigaste-me a baixar os braços, a sentir tudo o que eu tinha medo de sentir. Foste paciente, foste amigo, foste diferente!

Depois começou a vida... Aquela vida que nos transforma, que nos obriga a lutar de formas que condenamos... Mentiste-me e eu menti-te! Arranjemos historias e explicações, sofremos e as lágrimas cairam, mas persiste algo maior, um amor maior!

Sejamos maiores... contemplemos a maravilhosa vivência de quem não mente, sejamos nós!

Assim, aqui e para ti, digo: Amo-te !

Hoje, quando o carro pifou, no meio da auto estrada, ao telefone com o sujeito do reboque, vi uma estrela cadente!

Foi tão bonito! Pensei em ti e acho que pedi um desejo... nem sei o quê!

Preciso de ti... Tanto! 18 anos maravilhosos, cheios de tudo!

És Vida porque sem ti acho que nem saberia viver!

Brilhante...

Podia ser meu porque também sou brilhante, mas afinal há quem também seja... e eu copiei... porque devemos ler, assim... é o Zhu Di ... e escreveu isto... e é brilhante!:.. Como eu !

Tentei copiar e não consegui! é ir lá e ler!

por cá

Ontem foi dia de festa, 11 aninhos da Florinha...

Hoje foi serão com 15 espisódios seguidinhos da pantera cor de rosa...

Assim se vai por cá!

Hoje...

Insisto e repito e digo alto vezes sem conta...

Folow the yellow brick road!

Não tenho sapatos vermelhos, mas sinto tanta falta da magia que, neste momento, não existe por aqui!

Será do frio? Ou não!

à noite...

Vestimos os pijamas, tapámo-nos com uma mantinha e ficámos assim os três, a ver o E.T.

Bonito não é???

Mais bonito foi convencer o Pirolito a parar de soluçar com pena do E.T. !

Ideias tristes que eu tenho às vezes!

Por agora...

Sou menina de mar e luz, oiço o vento e leio estrelas! Descalço-me na areia para sentir a terra e fecho os olhos para sentir o sol... Sim, sou assim... Chamo-lhe espírito, chamo-lhe alma.

Por vezes essa menina que sou, fica quieta... À espera de o lugar certo para sorrir, à espera do espaço certo para sentir.

Por vezes, ela nem existe, porque o cheiro da terra ou o sabor do mar já não a elevam para onde anseia, porque o mundo trai e a realidade dói.

Nesses momentos fico aqui... as imagens correm desenfreadas pela minha alma quieta, e eu apenas as vejo sem sentir. Racionalizo, pondero, decido e ás vezes choro... Choro de saudades da menina que ouve o vento, tão longe, tão longe de mim.

Quando chega a hora, aquela hora em que urge agir, será que chamo o vento para o ouvir? Saberá ele o que devo fazer? Ficarei eu alienada de espírito apenas a agir da forma que o mundo sem cheiro a terra nem sabor de mar me obriga?

Amanhã

Então lá vamos nós... Eu e a Matilde...
Não sei porque me escolheu, talvez eu me tenha oferecido e, simplesmente ela aceitou...
Faz agora dois anos!

Estou nervosa por mim e por ti... porque apesar de gostar de ti, há ainda um espaço grande entre nós, um espaço que quebrará facilmente mal o momento o exija.

Do fundo da minha alma, quero sair daquele hospital direitinha ao Corte Inglês, tal como combinámos... Porque as notícias vão ser as que mereces!
Em stand by... Sem vontade nem inspiração... Talvez mais tarde!

Acabei de o ler agorinha mesmo... Aliás, a 5 folhas do final passei o dia a pensar nesta Inês...
Fico agora com as dúvidas...
Sim é real, sim existe!
Existe há decadas, até na minha juventude, hoje em dia com mais facilidade, mais abertura. É um exemplo da nossa juventude? - Não, não é! É um drama comum isso sim!
Violento, real e assustador, digno de ser lido por muitos pais que conheço!
Enfim... a assustadora realidade da solidão disfarçada!

O corpo padece de um mal menor
A alma canta canções de amor
O mundo grita numa agonia de dor
Os teus olhos brilham, à espera de um canto
Um canto livre de cores e espanto
E eu aqui fico, sem paz nem calma
Deitada na nuvem anunciada
De um novo dia que de tão quente
Trouxe brilho e vida à minha alma!

Este silêncio...

Este silêncio...
Vem da alma, estará ela só atenta?
Incapaz de voar e sonhar... fica quieta, atenta ao que o vento diz... Quando ela está assim quieta e não voa, os olhos apenas olham e a boca apenas sorri! Sem ver nem rir, fico assim quieta, atenta.
Guardo os sonhos para quando a alma me deixar voar de novo, numa qualquer manhã de sorrisos e um sol bonito na janela!
Ficar assim, com a alma quietinha e o silêncio em meu redor, dá-me o espaço para arrumar as caixinhas que ficaram soltas, abertas, espalhadas no chão do meu mundo.
Que assim seja! Libertada a alma, o silêncio parte!

O que faço, o que digo, esbarra numa parede tão alta!


Dei por mim a falar-te do futuro... Do quão grande eu quero que sejas... os teus olhos cansados lembraram-me cada vez que ouvi essas palavras. O quanto as desprezei. Parei um segundo e tentei encontrar outras palavras, não consegui!
Sinto-me presa entre o que posso, o que devo, a minha culpa e a tua vontade!
Os teus desejos ferem-me, as tuas vontades entristecem-me, e eu, eu culpo-me!
Se eu fizer a minha parte, farás a tua?
És brilhante e afinal escondes-te atrás do que gostarias de ser, veneras um grupo que, de tão distante de ti, apenas te mostra uma face... e tu acreditas, sem freios, na beleza da imagem dos mais crescidos... pisando o resto, pisando o que mais espero de ti!
Quando to digo os teus olhos choram, mas não quebras, não te chego, não me deixas!
Tens 11 anos minha Flor, dou-te tudo e aguardo a resposta, tu falhas e eu retraio-me, tiro mais um pedacinho de confiança, e tu falhas e eu culpo-me, e tu falhas e eu ameaço tirar-te mais um pedacinho de confiança e tenho medo, tenho medo de tirar demais e passar a ser definitivamente o inimigo, tenho tanto medo! Queria-te perto de mim, queria que me ouvisses, queria estar segura... As minhas convicções têm por base a minha adolescência... e nós, sabemos bem que a tua é tão diferente!
Pois é, acho que preciso de ajuda!

Parabéns Pirolito!


Cinco aninhos! Estás tão grande, tão responsável!
Tão meu amigo!
Tenho tanto orgulho de ti!
O dia de hoje valeu mil sorrisos, porque estavas tão feliz! Quero-te sempre assim!
Parabéns!

estou confusa...

A minha Flor quis combinar uma ida ao cinema com uns amigos. - Claro que sim!
Decidiu com quem queria ir e combinámos que esta noite falaríamos com os Pais... - Óptimo!
Escolheu o filme... O Exorcista voltou ou coisa similar. - Bem... hummm! Porque não?
Falei com os Paizinhos... eram 5 e só um achou bem! Os outros não vão! Porque são muito novos, porque há que refrear esta mania deles de serem crescidos...

Bem!

Será culpa minha? Será que trato a minha Flor como se ela fosse mais velha do que realmente é? A miúda tem 11 anos! Mas os 11 anos dela são os meus 13 ou 14! Será que estou a exagerar??? Concertos dos Guns filmes de terror?

Mas eu quero que ela seja criança, quero que ela sonhe! O que ela não faz na minha frente, fará com certeza nas minhas costas!

Ai! Estou confusa, estou cansada! Amanhã decidimos... Talvez vá ver o Gru o Maldisposto! Eu ia!
Foi subtil e silenciosa a forma como o tempo te parou, devagarinho foi prendendo um olhar, depois um gesto, agora um sorriso!
O caminho acidentado feriu-te, ao longo das encostas escarpadas da margem do rio. Os teus braços caídos, o olhar sombrio, o céu que teima em não brilhar e a luz que se esfuma em teu redor...
Falhou o destino, o eu que se perdeu? Havia uma brisa soalheira, uma música ao fundo, vozes e gargalhadas... mas passaste em silêncio, magoada!

Abre essa janela, enche o peito de ar, bem fundo até que doa, agora voa... voa até onde perdeste os teus sonhos e trá-los de volta...

Eu!

Às vezes, é imperativo parar... ignorar o que edificamos, aceitar com humildade que talvez precisemos de mais...

Às vezes pedir ajuda significa tudo, a diferença entre parar e continuar!

Sou arrogante eu sei! Comigo, com o meu mundo! Tenho também a humildade necessária para abrir novas portas, mesmo desconhecidas e seguir...

Perdemos tanto quando não damos oportunidades à vida de continuar a ensinar-nos!

Este vai ser um fim de semana em grande, vai pois!

...

Mais um dia em casa com o pirolito doente... Uma tarde inteira na estefânia pesa nos braços cansados de o levar ao colo e pesa também o olhar daquelas crianças...

A visitinha ao Dr. House foi rápida, há grandes novidades... para mim não, estou curada!

O mundinho lá fora anda sem gracinha nenhuma... acho que eu própria ando assim!

"Mãe, estou doentinho, por isso posso comer na sala não é?"

Pois!

Hoje

Dr. House ligou... quer análises, as últimas espero. Tipo " e um ano depois"...
Falou da próxima vítima, o menino Pedro, que ele seja tão vitima quanto eu... que seja fácil e que seja definitivo! E eu estou aqui, porque sei o que isso é, e vou estar sempre onde ele mais precisar!

Vai correr tudo bem!

Diogo hoje conseguiu ficar de pé na natação, já pensava desistir daquilo, finalmente pós os pés no chão e percebeu que tinha pé (pouco). Parece que vai continuar!

Jantámos em família, foi bom.

Agora que resta? O fim do livrinho e uma noite sem sonhos! Deixo o canal Panda ligado e umas bolachas... deixem-me dormir um bocadinho, sim?

Avó

Há quase quinze dias que está triste, muito triste! De manhã, de tarde, à noite, o espírito não muda.
Está triste porque a aliança e outro anel desapareceram do seu dedo!
Quando imagino as mão da minha avó, aqueles adereços estão lá, sempre!

- Roubaram-mos Tita!
- Mas como avó?
- Foi no lar, fiquei sem reacção, pegaram-me na mão e com jeitinho levaram-me a minha aliança!
- Mas quem avó?
- Uma mulher!
- Mas quem?
- Não sei Tita, sinto-me tão confusa!

Este é o mote para mais umas quantas divagações familiares, umas teorias e afinal... a avó hoje continua triste!

A memória dela, pelo menos a recente, desvaneceu-se há muito, as perguntas repetem-se... A minha avó nunca inventou histórias, não se lembra que lhe telefonei hoje, mas recorda-me com exactidão cada momento da minha infância!

Sofro tanto com ela... A verdade é que os anéis desapareceram, a verdade é que enquanto os filhos debatem teorias acerca do assunto, a tristeza fica ali!

E eu aqui, sofro com ela! Podia fazer mais o quê?

Ser mãe... ser eu!


Saí há pouco da reunião de pais da minha flor... queria dizer tanto que creio ser preciso criar outro espacinho... este é meu! e eu sou eu que também sou mãe! A miúda tem 11 anos e quase me tira do sério e eu, saio da reunião confusa... A partir de hoje vou ter um outro blogue, o "espacinho da mãe"...
Porque me apetece falar do meu cabelo!
Após quase um ano do fim do tratamento, altura em que o meu cabelo atingiu os 30%, posso dizer que a reacção é muito boa. Os 30% sobreviventes lá estão, frágeis e cansados, os restantes 70% crescem indomáveis e com demasiados caracóis. Desde que me lembro de pensar no meu cabelo ele era comprido e com umas ondas bem giras! Pois este que entretanto nasceu, tem vontade própria e quer encaracolar até ser grande! Comprei vários tipos de molinhas, mas à data de hoje a coisa tem que mudar de rumo! Não tenho ideias, quero-o comprido e esta fase é absurda!
(como fundo tenho o "Gladiador" a passar na tv) sempre ajuda!
estou também a passar por uma fase de finanças extremamente negativas, e isso não ajuda nada!
Ou seja, isto hoje não está muito fácil! não devo aprofundar porque se o fizer sinto a obrigação de agradecer pela felicidade da saúde e da vida, mas não o sinto agora!, então abstenho-me, fico calada... será amanhã um dia mais fácil?... que seja!
Entretanto o blogue com o titulo tipo:
Mãe à beira de um ataque de nervos... está para sair!
Para persevar o meu espacinho... aquele em que posso ser eu... sem ser mãe!





Tive frio
Comprei castanhas assadas, horríveis!

Vesti um pijama...

Está mesmo a ser difícil, não gosto, faz-me mal... Preciso de sol!
A miúda foi ver Guns com o Paizinho, não fui porque eles precisam estar os dois! Agora estou a jogar Super Mário com o pirolito...

É giro!

Uma historia que não embala...


Estás agora deitada ... sozinha ... numa cama que foi minha também...onde me contavas as historias engraçadas do João que, trapalhão, não conseguia seguir Jesus! Agora, tens quase 90 anos e eu estou tão longe. Saudades e um bem haja imenso para homenagear uma vida que vou tentar deixar aqui! Mesmo sem saber bem o que é aqui, que sitio é este... acho que é um sitio meu.
Eras menina e tiraram-te uma mãe e um Pai. A mãe sucumbiu de uma qualquer doença, numa altura em que a doença era morte. O Pai fugiu com medo de um peso. Acordaste num sitio onde não devias estar!... menina, com medo, cheia de força!
A paixão apareceu e no meio dos afazeres decidiste lutar, casaste com a paixão, grávida de uma vergonha... ergueste a cabeça e fizeste a tua família! Essa imaculada... como o chão que esfregavas para que não houvesse duvidas!
Deste a tua vida, como compensação de uma culpa maior... pelo homem, pelos filhos!
E conseguiste, Sim! Esteve sempre tudo à altura, o chão, o jantar, a casa...
Na vila, o teu nome deixou de ser falado, porque marcaste o teu lugar! Sim! eras a Sra. Uma Senhora! O chão imaculado! Os filhos limpos e vestidos e imaculados! A dor imensa da luta severa pelo estatuto que tanto merecias. Alcançaste-o,`com o teu empenho e luta!
Vieram os netos e finalmente soubeste transparecer a tua vida... como que uma necessidade de mostrar à tua neta Tita, a felicidade de ganhar, de combater e ganhar! Essa neta sou eu avó!
Hoje, que ninguém minimize a tua vida, a tua vida maior! A vida que deste a todos, todos menos tu!
Agora! Meu Deus!
Agora, degladiam-se os teus filhos! Porquê? Nem sei! Lutam por posições, lutam por passados... e tu?? Tu ficas aí, serena, só à espera daquele momento em que te libertas do horror humano e encontras o que mais queres... seja amor, seja paz!
Por mim... ausente porque sim... peço.te perdão! Mereces o mundo! e afinal tens uma luta ridícula de alguém que acha que a tua existência é um fardo!
Conta comigo para o que precisares, estou aqui!
Sou Tita porque existes! Deixa-me ser Tita! Sempre!
Amo-te e não sei viver sem ti!

Será culpa minha?

Aqui neste país, sou só culpada de ter tido dois filhos!

Alguém me dá o contacto de uma daquelas empresas de rating... preciso falar com eles! Tenho dois filhos pah!

Agora...

O dia não foi bom, culpa minha acho eu!

Agora...

Queria acender a lareira, deitar a cabeça no teu colo... ver um filme! Queria rir! Fosse pelo que fosse!

Queria-te aqui comigo!
Farta de dramas!
Farta de queixas!
Farta de cinzento!

Afinal há um limite no tempo... Sejamos felizes e gozemos muito com o negro da vida, se tivermos tal possibilidade, eu tenho-a!

Sou portanto a afortunada que quer rir e brincar... porque apesar do Outono ter chegado, a merda deste mundo diz-me para dizer que sou feliz!!

Por ti...


Hoje vou ter 11 anos, ou 13 ou 14 porque os tempos mudaram.

Vou revoltar-me com o mundo e vibrar com o meu essencial mesmo que a razão me diga que é apenas acessório, para mim, hoje, será tudo! Vou sentir o friozinho no estômago porque vi um olhar, vou sentir a minha alma a explodir por cada emoção. Vou odiar palavras e gestos, vou rir e gozar do que deveria temer. Vou deixar-me sonhar, sonhar sem limites e depois querer... querer com loucura!

Vou encontrar o meu ídolo e fazer-me à sua imagem. Vou acreditar com fé nas palavras que me dizem. Vou querer ser estrela e poeta e artista de Hollywood.

Vou pensar agora, à noite, nos encontros de amanhã.

Vou tentar odiar quem mais amo... apenas porque me tenta empurrar para aquele caminho e eu quero ficar aqui mais uns segundos. Aqui nesta fobia de viver, sem limites!

Vou sentir o medo e a insegurança, a culpa daquele momento impensado, a revolta pela incompreensão de todos! Vou sentir-me sozinha embrulhada em desejos e contradições, vou querer uma mão amiga, amiga de verdade!

Vou tentar Mariana... porque sei que precisas... porque afinal, talvez eu tivesse gostado de ter companhia!

Amo-te tanto!

A miúda quando quer...

é desagradável!

Lá do cimo dos seus imensos 10 anos!!!

....

Perdi o fio à meada... agora quero pegar numa ponta e nem sequer a encontro. Sou eu o maior rolo, cheio de fios enrolados, a escola e a mudança, a idade!
Ando à deriva no meio das actividades que queria que eles praticassem, e quem diria, não há tempo... Agora resta-me adaptar-me...~


Sinto-me sozinha e cada vez mais longe... de tudo!

mudar

A filha tem 11 e o filho tem 5...
Um dia, há 10 anos atrás, tomamos a decisão de abandonar a nossa terra e vir para Torres Vedras, Torres Vedras é uma terra bonita onde nada acontece.
Hoje, estou saturada, o porco e o pato e o pão em casa todos os dia é maravilhoso, mas tudo o resto é mau. Hoje andei a tentar arranjar ocupações para as manhãs da minha flor... e nada!
O futebol do pirolito acaba às 8. E depois ??? fico ainda mais escrava. Eu sei que tenho um jardim e uma piscina, mas também tenho uma certa dose de solidão de que não gosto... Vamos ver!

Por agora a casa está à venda!

A minha casa claro está!

Mudar assim não é fácil!

o regresso

A escola em cenário de olhos tristes...
A borracha e o lapis novinhos para animar. A pressão, as unhas roidas, os cadernos novos tão lindos! e Eu aqui estou, à espera...
É mais um ano, mais dificil que o que passou. Eu mais crescida e ela também! Alguém me ajude porque acho que não estou a falhar em nada!

A Senhora que fala com mortos...

Confesso que este meu espacinho me faz falta, tanto como aquele diário que sempre tive e nunca guardei. Agora que as férias acabaram, tenho um turbilhão de ideias e de sentimentos que precisava aqui deixar... mas quando me sentei no sofá vi aquele programa daquela senhora que fala com mortos!!!

No ano de 2010 estou farta de ver programas viciados e figurantes pagos e falsas noticias, tudo em prol das audiências... mas, neste caso tive o infortúnio de ver a estreia de Moita Flores a comunicar com a sua mãe falecida, depois Rui de Carvalho... nobre artista e distinto ser humano, depois Simone de Oliveira...

A primeira duvida minha fica-se na comunicação, sei que não sou espectadora assídua, mas como é que a Inglesa fala com o portuga morto??? São vibrações???

Não sou uma total céptica, pelo contrario, gosto de saber, de aprender, mas preciso explicar...

Dar-se-á uma personalidade como Francisco Moita Flores a um embuste??? Não creio. Então???

A verdade é que a minha vontade de aceitar é grande, ou melhor, a minha necessidade de justificar a minha existência é doentia, o meu crescimento, a minha vida, a sua duração, o que fica, as saudades, as mensagens...

Nem consigo escrever muito mais, tal é o meu medo de parecer demasiado esquisita... dava muito para acreditar que poderia dizer a alguém o que ficou por dizer...

Desta vez, aceito muitas teorias...

Em depressão

As férias acabaram, estou deprimida!
Faço anos amanhã e, como sempre, fico deprimida!

a verdade é que me sinto tão feliz!!!!!! as férias foram tão boas!!!!

Ai...

partir...

Tenho a mala feita! Nela está tudo o que precisarei no dia em que partir. Como aquela roupa bonita e lavada que a minha avó tem no armário. À espera de partir!

Na minha mala tenho-me a mim sem poemas nem luzes, tenho o que me pertence. É pesada a minha mala! Não tenho muitas coisas como pratos e lençóis, mas tenho almas e crianças a brincar no meu jardim. Não posso partir assim sem uma explicação...nem sequer quero partir, porque me dói a distancia, porque faço falta!
Na minha mala estão memorias que não quero perder, nem quero levar porque existem em mim, assim, levo apenas o que tenho de mim, a minha alma, o meu sonho!

Fico mais um bocado, à espera que não me chamem.... Afinal tenho medo, não quero partir.

Guardo a minha mala, cheia de mim, fico por aqui sentada na porta da rua onde o calor do dia minou o chão e o brilho do luar cresce por cima de mim.

Amanhã tudo está no mesmo sitio, a minha mala, a roupa no armário da avó, o dia que nasce assim e nós acarinhamo-lo com calor e a brisa de uma força que por aqui apareceu!

Que fique assim, como eu!

Cheia de tudo e sem nada para guardar naquela mala onde, afinal, estou só eu!
Dei só uma visitinha de olhos..., porque os meus olhos a esta hora já querem fechar! Apetecia-me ler coisas giras, nuns blogues giros que por aí há, mas não consigo! Estou um caos, as obras acabaram... agora estou em pós obras!

Em casa da minha mãe durmo tão mal... dói-me cada bocadinho, depois as obras e o trabalho e os miúdos!

Preciso tanto de férias!

Estou tão feliz!

continuando

As obras continuam...
Eu continuo em casa da mãe...
Acho que não durmo há cem anos...
Fomos ao Ikea... tantas coisas giras... não podemos montar nada...

Mas continuamos assim...

Weeeeeeeeeeeeeeee!!!!!!!!!!!!!!

Ponto da situação....

Casa em obras...
Regresso às origens em casa dos pais...
As férias estão quase... quase... e eu sem casa!

mas... tenho assim um sorrisinho traquina... e uma alegria desmedida... só me apetece cantar e rir e rir!


Weeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!!!!!!!!!!!!!!
Um dia não muito diferente do normal... Saudades da filhota, cansaço do pirolito que, sem a mana me consome até à exaustão e...

Chego a casa e caio num pranto porque de repente tudo está errado e tudo está mal e a culpa é de todos...

Tomo uma pilula xpto que impede a hemorragia, mas da merda da semaninha deprimente não me safo!

Até para mim às vezes é confuso lidar comigo própria. A salvação é que me atura, porque já sabe... o melhor é não dizer nada e esperar que passe!

E desisti de me entender!

estou de fim de semana!

Um dia... assim de repente!

Se sei o que que é chorar de alegria, sei-o porque nasceste e nessa altura chorei, chorámos por te ver, de alegria de pura felicidade.

De repente sento-me numa espécie de auditório e vejo-te crescida, segura, à mercê de umas dezenas de olhares e, segura entras nos teus saltos altos e, segura, representas o papel que abraçaste cheia de paixão. Fico contigo a cada minuto a sentir o coração apertado, o nervoso que sufoca a respiração e a paz, a alegria de um dever cumprido, cheio de glória porque te aplaudimos de pé.

Não tenho aquela lágrima de alegria, mas tenho-te no meu peito, em primeiro lugar, a infligir na minha alma o que penso que sentes. Quando olho nos teus olhos, antes de pensar sinto. Às vezes dói, às vezes dói a distância... porque não consigo que saibas que estou exactamente onde o teu olhar divaga. Tu não sabes nem acreditas, talvez me escape muita coisa, mas o que mais me escapa são as palavras que gostaria que ouvisses até perceber que estou contigo, sempre!

Há o tempo que nos distancia??? Haverá?? No fundo da minha alma de menina não estão as memórias de dias como os teus?

Pudera eu pintá-los de forma a que entendesses... que sinto o que tu sentes... sempre, mesmo quando nem eu, nem tu, sabemos explicar bem...

Tenho saudades tuas... embora saiba que estás bem, não estás aqui, para que eu olhe no fundo desses olhos lindos e perceba o que afinal... tu sentes!

És linda.

Em Setembro vamos ter a grande peça, e lá vamos estar para te ver!

A tal da perspectiva...

Faz tão bem ver o nosso mundo de uma outra perspectiva...Claro que não é visível, temos que procura-la, às vezes faço-o, nem sei porquê, o bem que me faz, é uma visão diferente da minha vida. Depois socorro-me da minha alma, do meu espírito e acordo uma melhor pessoa...
O Sr Teixeira dos Santos pediu-me que poupasse, depois fui pôr gasóleo... e paguei 1.20 por litro. Acho que lhe vou ligar...


Rio e zango-me, choro e grito, corro e canso-me, luto e deixo-me vencer... depois pego-te ao colo, leio uma historia e sinto a derrota na minha alma... Afinal é por ti que tenho que lutar!




Agora aqui, vencida pelo cansaço, ou pelo som dos dias que passam, contínuos e soalheiros, peço-te que me desculpes... porque a atenção que querias eu não consegui dar-ta.




És a minha paixão que, geneticamentte herdou aquela capaciadde de me inundar de amor, de carinho, de atenção. És o meu homenzinho!




Sabes que sei que queres cuidar de mim? Delicio-me com os teus gestos, és lindo e cheio de valores... Saberás um dia entender a minha falta de tempo? Ou saberei eu entender que só devrria ter tempo para ti?




Tenho um filho de 4 anos que diz: Passa Mãe, primeiro as meninas!




Ai!
E o Verão chegou aqui... não está lindo???

Há que filtrar...

Um dia, mais tarde, adquirimos a sabedoria necessária para evitar e para assimilar. Eu afasto-me das imagens, procuro a essência. A essência não se vê. Vêem-se as roupas e as malas e os sapatos. A mini saia e os calções, as festas e as gargalhadas sonoras. De essência nada. Faltam-me palavras bonitas, consciências sérias, faltam-me os génios, falta a seriedade de uma intelectualidade brilhante. Demasiadas frases, demasiadas teorias e nada de novo.

Fico-me sozinha a pensar... porque não nos dedicamos a sonhar?
Oh pá... Sinto-me esgroviada! Gosto tanto de me sentir assim!

Retratos a lápis

Fingi que tinha um poial, um poial na porta da minha casa, onde me sentei no final dum dia de trabalho árduo, para descansar.
Ao longe há o som da festa, o São João aqui na aldeia tem uma fogueira e tudo, quando passámos as crianças queimavam alcachofras e alguns casais dançavam na frente de uma espécie de palco onde alguém fazia aparecer uma musica acertada para uma festa de São João. Havia manjericos e numas metades improvisadas de contentores de óleo, acho eu, assavam-se entremeadas e febras! É a festa numa aldeia onde moro e onde moram talvez mais umas 150 pessoas. Não, não é melhor que na cidade, é diferente!
Aqui sento-me no poial e olho a lua, ouço a musica da festa, de manhã cheira a pão e a eucalipto. o silêncio por vezes passa por aqui e eleva-me.
sentada no poial vi a mulher que descia a rua. Saída do trabalho ia encontrar-se com a filha, filha de 14 anos que dançava na festa, os olhos estava molhados de lágrimas, não perguntei porquê, não consegui. Ela descia a rua e eu no poial, havia de a subir novamente com a filha e a mãe, doente e sem emprego. Marido não conhecia, apenas alguém que lhe massacrava a existência parca de horizontes... sim, aqui os horizontes são limitados e as pessoas entretêm-se a falar daquilo que melhor conhecem... talvez a vida dos vizinhos. Chega a ser cruel. A aldeia tem o pão quente e o porco que a vizinha matou, mas não tem perspectivas nem horizontes... e assim ficamos, eu no poial, ela a descer a rua e a festa lá no fundo, onde o fumo da fogueira já entrava na minha casa.
o que eu queria? Ter companhia para dançar ao som desta musica e talvez queima uma alcachofra que não me picasse os dedos...
E a mulher... que sonhe... e viva e seja feliz! Como eu sou aqui, sentada no poial imaginado da minha casa!

Por cá

Isto dos blogues... leio muito disparate, por vezes canso-me, perco-me e não leio o que realmente interessa. De qualquer forma, isto aqui serve para eu escrever...

A minha Flor está longe de mim, apesar da calma sentida, a saudade bate-a aos pontos... Ela está feliz e eu por ela.

Saramago morreu, apaguei o feed do seu blogue, li os seus livros e cimentei a minha ideia acerca da igreja... enfim... aqui vivemos!

Sábado, dia 19, recebi a mensagem ansiada do meu dr House. Parece que sendo negativo após seis meses da morte do 4606 posso dizer que estou curada. Neste momento isso parece-me irreal! Deixo para mais tarde.

Vamos entrar em obras cá em casa e isso irrita-me. Vou sair da minha casa... logo agora que começou o Verão, mas não vou reclamar antecipadamente... vou esperar!

Hoje foi a festa de fim de ano do Pirolito, foi só rir porque os putos simplesmente não cantaram, não dançaram e obrigaram as educadoras a fazer aquela figurinhas doidas... Foi giro!

E eu? Eu continuo firme com as minhas convicções, que seja teimosia, que seja. Por enquanto elas valem tudo... tudo aquilo que sei!

A minha mãe vai-se reformar e sofre muito por isso, compreendo-a. Vai ajudar-me tanto espero eu!

Vou dormir!

Sou feliz, aquele estado de felicidade que tantos querem esquecer mas que é o mais pleno, sem grandes desafios, o mais básico. Feliz... assim.... feliz... e o resto vai simplesmente resolver-se!

Tenho que dar cor a este meu espacinho, não gosto dele assim!

Palavras simples e cheias de tudo...

" Entre os doze e os quatorze anos tu (mãe) deixas de ter o controlo. Nessa altura quem assume esse controlo é o "grupo".
A criança (??) adolescente, vai procurar o seu grupo, vai integrar-se nele porque é com ele que se identifica. É esse grupo quem agora tem o controlo. É nesse grupo que ela vai experimentar tudo o que anseia experimentar, é nesse grupo que ela vai descobrir o que tem por descobrir. Será ela a líder? será ela apenas um membro?.
O que tens que fazer (mãe), agora que a tua Flôr tem 10, quase 11 anos, é simplesmente criar nela interesses para que ela os procure num qualquer grupo. Se esses interesses forem saudáveis, talvez esse grupo, que a controlará, seja assim, saudável."
Foi este o simples abanão que hoje levei, ao visitar uma das mais brilhantes pessoas que conheço. A conversa começou quando me perguntou se a Mariana fazia Desporto. Respondi cheia de defesas que ela passou para o 5º ano, que tem o horário da tarde, que isso a impossibilita de continuar a natação que vinha fazendo, porque era demasiado extenuante, porque essas actividades não existiam de manhã... blá, blá, blá.
A Mariana chega a casa, faz os trabalhos de casa e, depois, pega no computador...
- Então Inês, se não mudares nada, é esse o grupo que ela vai integrar... o do computador! Encontra uma actividade séria, para que ela conquiste interesses diferentes, saudáveis!
Ai!! Uma bofetada que levei!
Custa, custa muito sair do trabalho e enfiar-me num balneário e esperar uma hora de actividade, sem o jantar preparado, com 40 Km de distância por percorrer até casa! Pois é, egoísmo?
A verdade é que não é egoísmo, é acomodação, é o mais fácil. Não me queixo eu constantemente de solidão? Então, porquê correr para casa? Porque a roupa e o jantar e a casa. Oh Pá que se lixe isso tudo!
Levei sim, um abanão. Conheço-o bem demais, esse abanão. Sei bem o quão real ele pode ser. Levei-o a sério.
Promessa: Este mês vou tratar de reintegrar a Mariana na natação, uma coisa a sério, que lhe desperte o interesse, se para isso eu prescindir de muitas horas minhas... que seja!
Ela, com quase 11 anos, já me fez perceber que facilmente pode fugir ao meu controlo, esse controlo que julgamos ser eterno... Ela já tem a sua vida própria, escondida de mim. Poxas!
Esta mente brilhante chama-se Lino Rosado, é pediatra, é um homem maravilhoso, um homem que já fez pelas crianças do nosso país mais do que qualquer chefe de estado. Bem Haja meu amigo!
E estes abanões, preciso tanto deles, para acalmar a minha mania da complicação, para parar de querer enveredar pelo mais complicado e limitar-me ao óbvio. Sim, é óbvio, proporcionar aos meus filhos o ambiente ideal par que se interessem por aquele grupo giro e saudável.
É tão difícil ser mãe... Mãe que ama... É difícil para mim deixar de ouvir as teorias complicada que hoje proliferam acerca da juventude.
Tenho uma filha maravilhosa e vou simplesmente ajudá-la. Assim parece fácil!

Reflexões ligeiramente parvas

Os jogadores da Costa do Marfim são bastante feios...

Assim....


Assim com os pés molhados e a cara quente do sol, sem mais. Assim liberta, em silêncio. Alheada de tudo, inundada de mim. Um sorriso, uma brisa, o peito cheio de um ar que sabe a mar. Uma leveza que sinto quase com dor no meu corpo.
Estou assim, nem sei porquê. Plena!

e hoje...

Fiquei em casa, Florinha doente... acho que só me sentei agora, mas tenho tudo pronto para amanhã que vem a tia e as priminhas... Siiiimmm, casa cheia de miúdos, muita barafunda, demasiado tempo na cozinha, balburdia instalada. Sim! Acho que é disso que preciso! Só não entendo porque raio andei o dia todo em limpezas....
Ando alegremente a sentir que estou a entrar numa daquelas fases da minha vida que acordo mais bem disposta, que me alheio do que não interessa nada, que me liberto do que tem de ser e simplesmente Sou! se tudo na Natureza se rege por ciclos, porque não posso eu ter estes ciclos. Lá estou eu a tentar perceber porque me sinto feliz! Haja paciência, mandem-me calar!
Peguei nos meus lápis... nos meus blocos e ... fiz o retrato da minha Flor! Ela colou-o no quarto. É muito bom sinal! Agora o outro também quer... tem que esperar, mas juro que vou arranjar mais tempo para o que me dá mais prazer, relaxar um bocado. A escola vai terminar, as regras vão ficar muuuuito mais flexíveis e eu, eu queria ir a Marrocos! Vá, o que eu gostava mesmo era uma viagem à América do Sul, Patagónia por exemplo, mas essa fica só nos planos! Ando a pensar assim nuns 4 ou 5 dias em Marrocos, só para namorar....
estou muito farta desta corzinha deslavado do blogue... vou ver se consigo... mudar a coisa.
Prevejo umas semanas cansativas pela frente, que esta energia permaneça.
E vou dormir...
E já agora, chove torrencialmente??? é possível??? Nem vou pensar muito nisso, estamos em Junho e vou adormecer com este barulhinho simpático, sim, falta alguém ao meu lado, há-de chegar mais tarde!
Boa noite!

Medo

Tenho medo da morte, muito. Queria ser crente de uma qualquer confissão, para perdê-lo.

Tenho medo da perda, do que sou, do que tenho, do que amo.

Tenho medo da loucura, que está ali a um passo de todos nós, que está afinal mascarada atás de uma linha ténue que a separa da consciência.

Tenho medo da dor.

Tenho medo do silêncio, do meu...

Tenho medo dos rumos que separam os trilhos que percorremos, assim sem avisar, de forma concisa, dilacerante.

Tenho medo de envelhecer, tanto.

Tenho medo de deixar de sonhar!

Este blog... o meu espacinho!

Desde que me lembro de saber escrever, que deixo cartas e mensagens e diários por todo o lado. A este blog chamei "meu espacinho", porque era isso que eu queria. Um espaço, ou um papel, ou um diário.

Queria continuar, desta forma, o que sempre me lembro de ter feito, escrever-me, com emoções e paixões e desesperos e parvoíce.

... de repente, pelas minhas palavras, ou pela fase da minha minha vida, comecei a receber comentários, comecei a interessar-me por quem os fazia. De repente havia inúmeras pessoas que sabiam o que se passava comigo. De repente li palavras que me tocaram e que me fizeram sorrir!

A verdade é que retirei ao meu espacinho a sua verdadeira essência, no momento em que pensei, pela primeira vez, como iria ser aceite por aqueles que me seguiam, essas palavras que eu queria escrever!
Fui ficando sem assunto, deixei de ser eu a única interessada... Leio blogues com centenas de seguidores, com dezenas de comentários a cada mensagem...Cheguei a pensar que com a quantidade de devaneios e idiotices que passam nesta minha cabeça, eu poderia criar um blog cheio de assuntos, com referências a gajos giros e acontecimentos importantes como os globos de ouro ou os ídolos.

Afinal afastei-me, deixei de escrever... A Inês queria um espacinho... e eu deixei que o ocupassem... Desculpa Inês!

Não é difícil encher uma página com coisas giras ou interessantes... não +e difícil encher uma página com dissertações anedóticas acerca da anedota que é o sítio onde vivemos...

Mas o que eu preciso mesmo é de um espacinho meu... por isso vou alhear-me do resto... vou escrever para mim, afinal de contas tudo aqui é virtual, é ficção, e eu, eu sou quem aqui mais interessa.

Passou um ano de 2010, cheio de tudo e, fui ver, escrevi algumas coisas... e tudo o resto??? Não interessava? Não era suficientemente poético?

Ahhh! Mil perdões aos virtuais... este espacinho é meu... aqui vou ficar eu, lembrada em palavras que um dia espero voltar a ler!

Posso começar?

Hoje? Hoje brinquei até à exaustão com os meus filhos, porque sinto neles um reflexo de mim, sinto neles a minha influência, então hoje tive o ânimo que precisava para fazermos caricaturas, para rirmos, para nos aproximarmos mais e mais! Quando nos perguntam a profissão, a primeira resposta deveria ser sempre: Mães!

A ideia do meu espacinho voltar ao seu inicial propósito, deu-me uns milhares de assuntos... Hoje fico-me pela minha memória ou percepção da realidade. Ando a estranhá-la! Este ensaio que participei implicava uma bela dose de componentes psicológicos, daqueles difíceis de explicar. A verdade é que a minha memória mais recente está um caos e isso não é fácil de gerir. Mais grave será talvez a continuação do meu mau feitio, ou seja: Dr. House avisa acerca da necessidade de tomar uns anti depressivos ou uma tal de parox bla bla, eu não tomo. Vou ter com ele lavada em lágrimas e ele obriga-me a tomar, e eu de repente, ah e tal bora parar com isto, já chega, estou perfeita e deixo de tomar tudo!

Custa aceitar que fiz mal...quantos sermões já ouvi. A verdade é que me sinto estranha, sem memória, alheada da mais recente realidade. Fico à espera, à espera que passe, que seja apenas uma fase.

Nesse entanto vou tentando rir muito e ser feliz... acho que ajuda!

Aqui, fica o meu Espacinho... Meu!
Estou a fingir que é sexta feira....

Bom fim de semana!

É simplesmente fenomenal..

Fenomenal também foi ver de perto a alegria da minha Flor!

Fenomenal foi encontrar e dar um abraço muito apertado, a uma das pessoas que marcaram mais a minha vida...

O melhor do mundo?

Há uma certa distância entre os dias que passamos a correr e o que me inunda agora... Agora deixei a mãe e a mulher, sou eu, a Inês!

Ser assim é mais fácil, construimos ou reforçamos ideias e ideais e tarefas e limites.

A minha Flor vai ver a Miley Cyrus, e eu vou com ela, não gosto de Dzrt nem conheço Mc Fly, a Miley tem um vozeirão e gosto dela, que continue a cantar... apenas cantar, vou acima de tudo fazer o papel de mãe que tem que acompanhar a filha de 10 anos a um concerto. Por mim ela iria sozinha, com as dezenas de amigas que vão estar lá, iria deixa-la à porta e iria busca-la no final, mas estamos em 2010 e ouço dizer que não se pode! Tenho pena! Mas esse é outro assunto!

Tenho pela Mariana uma confiança que me assusta, trato-a, e sempre a tratei como um ser responsável, individual, pensante. respeito os seus gostos, as suas ideias. Não me inibo nunca de lhe dar a minha opinião, sem a condicionar, dou-lhe a liberdade para que escolha. Sou firme e exigente com aquilo que considero serem bases fundamentais. O respeito, a educação, a família, e todas as bases e raízes que me sustentam.

Ando tão farta de teorias... farta de ameaças... se não fizeres isto e aquilo ela vai ser isto e aquilo. Farta da identificação de supostos "problemas", farta de nomes esquisitos que dão ás crianças.

A minha Flor tem nas suas bases aquilo que lhe transmiti, mas também tem o que os seus 10 anos lhe proporcionaram, e eu... talvez nem saiba o que isso é. É a minha humildade que agora grita que, apesar de me sentir jovem, não acompanho naturalmente o que, com 10 anos, ela está a viver!

O que eu queria? era estar mais perto dela, e aí assumo as minhas culpas, quando disponho demasiado tempo com questões menos importantes e por momentos, me esqueço, da grandiosidade de ser criança. sim, aquela altura em que nos era permitido sonhar sem limites. Talvez tenha medo desses sonhos misturados com devaneios pela sua dimensão... Quem sou eu para limitar esses sonhos? Só porque sei o quanto custa concretiza-los???

Agora aqui, só eu, a Inês... Apetece-me gritar ao mundo... cresce Flor, sê feliz, brinca, brinca muito, canta e dança e sonha... sonha sempre. Não! Não é agora que deves preocupar-te com as respostas deste mundo doente... deixa isso... Amanhã, se quiseres falamos sobre isso! estou aqui para ti... sempre, mas agora vai e sonha! Voa até onde quiseres, qualquer janela serve para voar, como sabes. Eu vou ficar aqui...

A verdade é que depois, na correria dos dias, não é fácil sentir esta confiança no crescer...

Amanhã, mais uma vez, vou crescer contigo. Que fiques do meu lado, só um bocadinho, porque afinal também sou miúda, também tenho medos e preciso de ti. É isto? É esta frase que me faz sonhar também a mim?

que seja... Mas quem é que disse que lá por sermos mães temos que ser detentras da verdade? Venha a humildade necessária para aprender... aprender muito...

Amanhã vou dar-te tudo o que puder... Para que sonhes e vibres e sintas, sem condicionantes!

Amo-te!

(espero que a Miley comece a cantar às 10 e meia...)
Vou-me embora! Vou comer uma panqueca com o meu menino! Fazer as pzes é bom!

Bom fim de semana

nós

Nós amuamos... nós somos como dois adolescentes, com birras e zangas e amuos. Porque o olhar estava diferente, porque as palavras soaram de forma diferente, porque olhei, porque olhaste, porque pareceste indiferente, porque não disseste, porque não paraste...
Eu sei, é uma prisão, um tormento. Um tormento que nos alimenta de uma forma indescritível. Como uma droga, não nos faz bem mas é bom!
Analisamos o ser, o estar, o sentir, o falar... Porque nunca estamos juntos, apesar de já terem passado 18 anos. Talvez não tenhamos criado uma rotina, a tal que destroi... talvez tenhamos uma necessidade grande de nos completarmos e não temos tempo pra fazê-lo.

Sabes?, não estou a conseguir libertar-me de fantasmas, sei que isso está a massacrar os meus dias, e os teus, mas não encontro a formula que deve existir para fazê-lo.

Quando te zangas porque não me despedi de ti, embora o tenha feito, penso que talvez não seja assim tão mau essa zanga... É porque me amas? É porque vivemos e sentimos a vida um do outro.

Viver assim é que não é fácil, mas saberia eu viver de outra forma?

Tens ciumes destes meus jantares? se tens só posso dizer que trocava todos eles por um cachorro quente contigo num qualquer beco de Lisboa. Porque te amo de uma forma que nem consigo explicar, mas que sei ser demasiado doente! Mas eu sou assim, doente por ti!

Pois...

Como os combustíveis até estão baratinhos e a Galp quase na falência, bora lá todos comprar aquelas merdas laranjas com um nome que não sei escrever, por apenas um eurito... e será a loucura apitar naquilo enquanto vemos o Mundial!

Haja paciência!

E para adormecer e sonhar...

Hoje

Os papéis estão espalhados por todo o lado, sem a mínima lógica de organização... É segunda feira e não me apetece nada! Amanhã trato disso e de mais umas coisitas.

Hoje vou dedicar-me a ser miúda também, acho que vamos brincar quando chegarmos a casa, até acho que o jantar vai ser no Mc Donnalds...

O fim de semana foi tão bom, mas tão bom!

MAS SÃO 10 ANOS E MEIO...

Ela já não lê o meu blog mesmo....porque não tem interesse nenhum! Então posso desabafar...

Se o meu estado fosse sempre de serenidade e paz total, muito provavelmente eu iria usar toda a minha inteligencia para responder aos constantes ataques desta criatura de 10 anos.

Volto aos meus 12 ou 13, sim porque isto evoluiu. Nessa idade que raio pensava eu da minha mãe??? Nem sei, não falávamos daquilo que eu vivia diariamente, culpa minha presumo eu. Não falámos nunca de namorados ou de período ou de miúdas irritantes. Havia um outro lado familiar... Em casa tudo decorria de outra forma, na escola era outra Inês. Será isto?

E lá venho eu, mãe cheia de ideias, colmatar todas as lacunas que consigo, ou acho que consigo, identificar na relação com os meus pais, nesta idade. E inundo a miúda com blá blá blá. Aos seis anos falámos de doenças sexualmente transmissíveis, compramos livros com título fabulosos como "O que fazem a Mamã e o Papá", ou seja, prepara-te filha porque o quarto dos pais está trancado à chave várias vezes. Conto histórias humilhantes acerca dos meus desgostos amorosos com aquela idade, tento transmitir alguns sábios conselhos acerca de como lidar com tudo, desde o professor ao gajo que nos ama e que não podemos ver nem pintado, à paixão assolapada por aquele outro que nem olha para nós, à nossa melhor amiga que foi contar aquele segredo à turma inteira... Desfaço-me em vivências reais, sinceras e ??? A resposta parece ser uma indiferença total... do tipo: " A minha mãe era mesmo tótó.

É um facto... sou moderníssima, leio, questiono, preocupo-me. Sou informada! Quero ser moderna e actual e ser qualquer coisa parecida com herói.

Mas não é bem assim...

Há dias em que me venera, quer saber como era comigo, o que eu fazia. Faço-lhe a depilação com cera ( demorou 2 horas), mostro-lhe o que fazer se o período aparecer no meio da aula de Matemática, desdobro-me ... perco-me entre o que sou e acredito ser o essencial e a Inês miúda e maluca que canta alto no carro e se mete com os colegas de turma.

De repente fica fechada, calada, mal disposta. Tudo o que digo é uma seca. Tudo o que dou é mau. Tudo o que tem não chega. Se repreendo revira os olhos. Se discutimos bate com a porta. se tento conversar não consigo chegar até ela.

Queria tanto ser o que idealizei, queria tanto acompanhar esta idade que não é nem nunca foi a minha, e não estou a conseguir!

Às vezes deixo que ela me magoe. Digo "deixo" porque a culpa é minha. Insisto em obrigá-la a sentir o que demorei 37 anos a consolidar. A família, o respeito...

A verdade é que a fasquia que pus, é demasiado elevada, como sempre em mim. A verdade é que tenho uma miúda educada, respeitadora, mas...

... mas que, tantas vezes, eu sinto tão longe de mim...

Do fundo da minha alma... acho que preciso de ajuda... nem que seja sentir que não sou a única, sou egoísta quando penso e sinto isto, a verdade é que não tenho uma referência, e as minhas memória, a minha experiência, estão muito, mas muito desactualizadas... e eu jogo PS3 e tenho umas roupas giras... mesmo assim...
Chinelos em vez e pantufas...
Sim... isto promete!

Finalmente... O que este mundo influencia esta menina... é demasiado, ou talvez não!

Amanhã sexta feira! Amanhã ... assim tudo, tudo com calma e devagarinho.

Ai ai!

Minha vidinha

Sim, sem me queixar!
Ando há umas semanas a cozinhar na minha cabeça, o que começou por uma necessidade e de repente se está a tornar um imperativo.
Mudar... mudar coisas, mudar rumos, alterar umas quantas perspectivas, pôr em prática aquilo que sei tão bem ser necessário.
Ser assim mãe de duas florinhas, sozinha, é uma tarefa árdua, pode chegar a ser demasiado esgotante. O cansaço inibe-nos e não nos deixa divertir. E eu preciso divertir-me, preciso rir!
Lá na empresa, tenho que reconhecer, há algumas batalhas que preciso iniciar, mesmo sabendo de antemão os muros e traveses de betão que vou enfrentar.
E eu, demasiadas vezes me descuro, porque vivo demais para os outros, mesmo sendo esses outros quem eu mais amo, quem eu tenho que educar. Quando não estou bem comigo, a verdade é que são eles, eles que estão sempre comigo, quem sofre o meu mau humor ou simplesmente a minha ausência. Sendo assim de que serve estar presente se na realidade não sou eu quem ali está?
A rotina e a solidão! A solidão nunca me fez mal, porque comigo eu estava sempre bem, agora preciso de mais... A rotina, tão inevitável enquanto os miúdos são pequenos, só eu posso alterá-la, mais tarde talvez...
A minha vida tem sido de lutas, sempre. Não têm sido lutas normais, tenho passado por demasiadas incomuns, inesperadas. A verdade é que ganhei a maioria, uma ou outra simplesmente foi deixando de ter importância. Quando no empenhamos para ultrapassar algo difícil, somos invadidos por uma força inata. Quando de repente aparece a paz, já não estamos habituados a tirar a roupa de guerreiros. Será isso?
Será que simplesmente não sei aceitar a paz?
Quero relaxar, libertar-me de uma boa dose de stress criado pela mania obsessiva da perfeição.
Quero acreditar que pedir à avó que fique com os miúdos não é uma coisa má, não estou a abusar, não me estou a esquivar das minhas responsabilidades e principalmente, não! eles não vão ficar tristes e deprimidos!
Queria voltar a pintar, a desenhar, queria tanto ter uma roda de oleiro... Este ano fui juntando tudo o que precisava para começar a pintar. Gastei um dinheirão e nem sequer comprei óleos nem tela, fiquei-me pelas aguarelas e por uns lápis de pastel novos que podemos misturar água. Comprei papel e pincéis e tenho tudo ali, guardadinho.
A verdade é que não vislumbro "quando" terei um bocadinho para pegar em tudo isso. A verdade é que tenho um medo tremendo de, se o fizer, aquela inspiração e garra de outros tempos, simplesmente já não existir.
O que há umas semanas começou com uma necessidade de mudar qualquer coisa, complicada como sou, neste momento é um novelo!
Mas disto eu percebo, tenho a formação necessária... Há que planear... com calma, sem longos prazos.. começar talvez pelo hoje... pelo amanhã.
Preciso ser mais fiel às minhas convicções. Pôr em primeiro lugar o que está verdadeiramente em primeiro lugar! O amor, os filhos, as pessoas, a alegria, os meus livros, eu, eu, eu... Depois talvez a roupa e o aspirador apareçam para eu não me sentir muito mal. Lutar muito contra as aparências e defender com a alma o essencial. Chega a parecer fácil!
Vou fazer uma lista... não com prioridades pois essas são bem claras. Com acções concretas. Vou fazê-lo para mim, em segredo.
Fez-me tão bem escrever hoje!!!
Sim, porque já tenho computador em casa e este é o meu espacinho, e habituei-me tanto a deixar aqui tudo!
Depois de ler isto, fiquei com a ideia que afinal tenho mais uma luta, acho que era isso que eu precisava!

São dias...


Fartei-me de justificar... Por isto, por aquilo. O Sol acordou-me sim, mais duas boas noticias, mais uma manhã alegre com a minha Florinha que, inesperadamente não revirou os olhos...
Então por hoje, agora e só agora, fico aqui assim a sentir-me tão quentinha!
São dias!

Que raio!

Tenho uma puta de uma dor no pescoço e nas costas e já em todo o lado!
Veio o Papa, o Benfica é campeão e ninguém quer saber do aumento dos impostos e tal!

Veio o Iva para pagar... um balúrdio!

Hoje não me apetece ir para casa!

Amanhã é feriado!

Que assim seja!

Reflexões minhas e o Papa!

Porque questionei a veracidade da informação... pesquisei no Google a frase"microfone de ouro". Soube que a Dulce Pontes e a Ivete Sangalo têm um... E também o Santo Padre...

Percorri toda a informação que já tinha acerca da vinda do Papa, as obras, a limpeza, as forças armadas, e todas as outras forças policiais e de protecção, juntei também três dias de feriados e tolerâncias de ponto, fiz umas pontes sobre eles, e senti-me mal.

A opulência da igreja incomoda-me, não falo sobre o conteúdo, a missiva, a história, muito menos nos milhões de fiéis. Limito-me à imagem. Ao que rodeia a imagem. As vestes, o ouro, a opulência. Existindo, Jesus não foi o exemplo. Então quem foi? Eu sei quem inspirou o Pai Natal, foi uma lenda que a Coca Cola pintou de vermelho.

E o Papa? Porquê aquela riqueza? Ostenta o quê? Poder? Riqueza? Ou são os fiéis que gostam de vê-lo compostinho?

4606 - Capitulo final...ou quase

Blá, blá, blá, blá....

Dr. House:
- Inês, você já não está doente! Agora posso preocupar-me com todos os outros que estão???

Foi ontem, saí de lá com uma mancha esbranquiçada no meu cérebro. Saí assim a saltitar, a esvoaçar... até agora tenho tentado perceber o que me falta para selar e guardar tudo isto na caixa das minhas vitórias, num lugar de destaque com o número 4606,? E depois limitar-me a festejar cada dia que passa. Ficar simplesmente grata e aceitar aquela frase curta? Acho que é medo. Não gosto disso, é um medo que bloqueia os sentimentos mais frágeis de tão fortes que são. Se este medo morresse eu seria mais feliz? Acho que sim...

Então agora vou dedicar-me a isso.

Despejar...



O lá de casa pifou... e aqui nunca me apetece muito... a verdade é que tenho dado por mim à noite, com uma vontade imensa de escrever, sobre mim, sobre tudo. Escrever limpa-me a alma, arruma a sala, esvazia prateleiras e guarda tudo de novo.
Ando cansada dos miúdos, confesso com alguma dificuldade, os 10 anos da Mariana são verdadeiras batalhas diárias, por tudo, por nada. A corda anda sempre esticada, seria suposto encontrar a serenidade necessária para enfrentar esta idade com inteligencia, sem deixar nunca as emoções interferirem, é tão difícil! O Pirolito esbanja energia, fala, fala, fala, corre, cai muito, chora muito, muito mesmo! Estou cansada de não haver uma trégua, um dia ou dois. O peso de tê-los, de vê-los crescer, de vê-los seguir rumos, a luta de abrir-lhe portas para que espreitem e queiram entrar, é tantas vezes insuportável.
Eu... sinto que estou em mais uma reviravolta, cá dentro. Cada vez me sinto mais afastada do "suposto", afastada das imagens, das falsas certezas, dos falsos lugares... Cansada também do "polite". Sei que consigo ser muito bicho do mato, às vezes, mas essa faceta está mais polidinha. Gosto de mim assim, sou verdadeira, sou o que se vê.
A idade está a custar-me muito, não a aceito bem, não aceito que afinal esta merda não é reversível. Não gosto da ideia de envelhecer, entre o que me sinto e o que sou há uma distância imensa. Sinto-me miúda, menina e afinal já é raro sê-lo.
Uma das pessoas que mais amo neste mundo, simplesmente desapareceu, afastou-se assim, de repente, sem avisar, sem explicar. Era a minha melhor amiga, a minha única verdadeira amiga. Sei que está bem, é o que interessa, eu continuo para a frente, pelos que me rodeiam, são também quem interessa.
Lá por casa andamos a ser atacados, é o gajo das obras que afinal é sapateiro e nós não sabíamos, são as finanças e a segurança social, a contribuição autárquica e a água e tudo e tudo. Mal achamos que a coisa está mais ou menos controlada, tunga, lá vem mais qualquer coisa. De vez em quando alheio-me, irresponsavelmente, disso.
A tolerância para o fútil desapareceu de mim, já evito confrontos e discussões, deixo-me ficar também alheada desta mentira toda que é este país, que são estas pessoas e volto-me para mim, de novo, para o que verdadeiramente interessa.
Na próxima semana, lá vem a derradeira visita ao Dr. House, eu sei, eu sei, isso está a enervar-me e muito. São os seis meses... como se se tratasse de algum limite, parece que só nessa data posso festejar, ou não. Mais um monte desarrumado na minha sala que eu quero guardar num caixote. Fechado!
... isto foi despejar ... porque afinal... de que me posso queixar? De nada!

Who ?

Who am I to be blue??

Mesmo tendo razão...

Tenho razão, tenho toda... e a Flor está de castigo! Se ela merece??? Claro que não, então? ... ditam pois algumas regras, alguns valores, alguns princípios que me estão no sangue e na alma e que tudo farei para que estejam também no sangue dela, na sua mais profunda alma. Por isso o sermão, por isso o castigo!

Eu sei, há com 10 anos, imensos momentos assim, de devaneio, de histeria, de loucura... há com os seus 10 anos um mar de gente a puxar para todos os lados. Há que escolher! Lixado é quando ser mãe obriga a chamar a razão. Assim, mais tarde talvez essa razão prevaleça num desses momentos. A razão que aí será a dela!

Fico a olhar aqueles olhinhos, meio envergonhados, arrependidos... e só me apetece abraçá-la, enchê-la de mimos e acabar já com o castigo! Poxas!

Para ti vida


Não te dás conta pois não? Ainda bem meu amor. Falámos agora e estás zangado. Porque o T fala alto e não te respeita, porque a noite está muito fraca... deste lado estou eu sozinha, os pirolitos dormem e o almoço de amanhã já está pensado... Penso em ti tanto e sei que também não é fácil! Aliás, respeito muito o que fazes, com uma mestria que parece ter nascido contigo... É este respeito pelo que alcançaste que me impede de te pedir mais.
Mais seria tudo, o tempo, a paz, a cumplicidade, estão limitados a uma parcela de tempo em que não me podes acompanhar, nesse tempo tomo decisões importantes e imagino-te ao meu lado, mas tenho tanto medo de tudo o que aí vem. Sei que me confias o rumo da vida dos teus filhos, assim cegamente, como me amas não é?, mas tenho medo, tenho medo de não ser aquilo que mais ambiciono, que é tanto! Lá chegaremos!
Vieste ler este meu espacinho, fico tão feliz! Nós somos engraçados, nós somos desde há quase 18 anos, uma relação de emoções, de amores, de alegrias, de vida e de morte, de sorrir e de chorar, temos sido tudo isto! Somos uma emoção que quando nos juntamos se transforma em pleno. Plenitude... acho eu! Duas vontades de união, duas vontades de tempo, tempo que nem sempre existe!
Quando finalmente estamos juntos, acho que esse anseio de plenitude nos atinge, porque a mim me basta ter-te a meu lado, ou porque a mim me basta ver-te mimar e amar os pirollitos, ou porque a mim me basta sentir-te feliz!
E os dias são feitos de correrias, não tenho o tempo, tu não tens o tempo... o tempo em que num final de dia eu queria me enroscar no teu corpo e daí divagar até um lugar magnifico, conhecido dos dois, onde nos amávamos ate à exaustão... numa imagem... o mar... o mar robusto em sesimbra a fustigar a Vila e nós naquele quarto...
E quando aqui estamos? Os dois? Naquele silêncio? Sabes? Meu amor? Esse silêncio é cumplicidade ... Olho para ti e o que sinto é maior que esse silêncio, porque esse silêncio acontece exactamente quando nós os dois nos juntamos e esperamos simplesmente sentir a tal plenitude de um amor... Um amor que eu alimento como sei, como posso, mas que terá, um dia, a recompensa desejada... Que seja este amor, que eu sinto por ti, inalteravel,,, sempre!
Gosto tanto que me leias... sou eu vida! esta sou eu !
E quando eu me calo... eu tenho tanto para te dizer e tenho ttanto medo que não me queiras ouvir!
Sei que isto é especial, não posso duvidar... acho que morria!
Amo-te!

O que é isto?

Apago a luz para sair e o dilúvio abate-se sobre Lisboa???

Sorrisos...

Porque raio são cada vez mais raros?

Segunda feira

Acordar atrasada...
Entrar no carro e ouvir qualquer coisa do género... I gotta certeza ???

É segunda feira...
O calor inunda a casa, procuramos as roupas leves, deixamos os pes descalços. Tudo gaurdadinho nas respectivas gavetas, tudo explicado. Fico agora, aqui, à espera de um Domingo de sol e paixão! Aquele domingo... de Luz!

Tenho tanto! Tanto!

sei lá


Não gosto desta palavra, stress, não sei bem o que significa, não sei bem o que é. Tenho algum receio, eu que gosto de me analisar, que gosto de entender tudo o que se passa dentro de mim e à minha volta, de assumir que estou em, ou com, stress. Gosto de ir mais longe, mais fundo, stress é demasiado vago!
Vamos mais longe e mais fundo... Hoje! As contas para pagar, a discussão com um cliente importante, um fantasma do passado que assombra o meu dia a dia, um jantar que acabou com uma fita do pirolito que alegava uma dor fortíssima na cabeça que quase acabou no hospital, o trânsito e as obras na A8, o carro e o pingo doce, o almoço de amanhã...
Vamos mais longe... e fica mais difícil... A minha avó, a minha querida avó, a minha insuportável necessidade de crescer, a minha aversão ao quieto, a educação dos miúdos, as escolas e os livros, as notas e o melhor e o pior. A minha ambição que não é desmedida mas está demasiado aquém daquilo que tenho. A minha realização profissional que se desmorona numa realidade cruel de um país falido e sem ambições.
Vamos mais longe... quase impossível, a relação que quer mais tempo, muito mais tempo que não tem e que que é suposto aceitar e respeitar que não tem porque não pode, e não pode mesmo. A falta do calor e da companhia e das palavras. A solidão que às vezes é reconfortante e às vezes insuportável. O tempo que passa e não perdoa e devasta a beleza e a energia e a alegria selvagem de quem tudo pode... A imensa, tremenda e por vezes insuportável responsabilidade de, sozinha, ter dois filhos!
O stress há-de estar algures no meio de tudo isto... mas também estou eu... e o stress é o menos!
Por algum motivo, que não sei explicar, a gratidão é efémera, é um facto, todas as batalhas vencidas, aquelas cujo adversário não dominamos como a saúde, de repente ficam para trás, como se de dados adquiridos se tratasse. Burrice mas real. Parece até que tudo o que já passei não deixou uma marca forte o suficiente para abalar o tal stress que se anuncia. Ou então forço-me a parar... mas não se pára nunca, apenas se promovem momentos de alienação, suficientes para sentir a tal gratidão. É triste, mas comigo é assim.
Não, não vou mais longe, tenho aqui o tal espacinho onde despejo estas ideias, onde tento perceber porque chorei hoje, logo pela manhã... fico sem saber, fico sem querer falar de stress, fico com medo daquilo que eu conheço bem demais, que é um sistema nervoso poderosíssimo e que não dominamos assim tão facilmente. Fico com medo de transparecer uma fragilidade exagerada, porque sou forte ou tenho que ser.
Sei lá! Não, não é stress, é tudo o resto, com todos os motivos e consequências, será a vida' talvez... que seja!
HOJE... Quero paz... sem necessidade de analisar as raízes ou as consequências.
Hoje, quero apenas sentir... Sim sou amada, sim sou...
As lágrimas de hoje de manhã... ficarão assim, à espera de um colo, aquele colo, que me vai dizer que afinal, chorar me fez bem!
é stress? Não... sou eu!

Parabéns avó...

São muitos os quilómetros até chegar a tua casa, nesta altura do ano o Alentejo fica deslumbrante com aquelas cores inimitáveis. Chegámos depressa, com o coração apertado. Os miúdos na tua casa devolvem o brilho que os teus olhos perderam, e assim vi-te feliz! Foi por isso que fomos! Rendeste-te eu sei, acho que assim é melhor avó! Sabes? Afinal ficas linda de cabelo branco...

Parabéns por essa tua vida, essa tua verdade, essa forma maravilhosa de ser, de aceitar!

- Tita... quando eu morrer não fiques triste, tive uma vida tão boa...

O regresso foi mais sereno, talvez seja esta a altura de também começar a aceitar!

Eu estava ali, cheirava a terra, quente, terra de pó, daquela que tinha espinhos e magoava, mesmo assim encontrava aquela pedra lisa para me sentar, aquela pedra de onde eu podia descalçar-me e inundar os meu pés daquela água quente com cheiro de rio. Não, não ouso tentar pôr em meras palavras a sensação de me deixar ir no Guadiana, pela água quente com os pés magoados pelas urzes. Fico aqui em silêncio...
Não consigo determinar o meu dia, não consigo determinar que hoje as minhas forças se vão concentrar em abater o inimigo. Não consigo acordar e decidir quem irei afrontar. Sempre batalhas, sempre guerras!
Estou cansada, hoje estou muito cansada, não, não tenho os meus pés nas margens lindas do Guadiana. Estou aqui, sozinha, presa pelo amor, amor que ultrapassa as minhas pedras lisas.
Estou esgotada... morta pelo cansaço, morta pela vida. é uma fase eu sei, mais uma fase na minha inconstância, que seja.
Mas quero sentar-me ali, naquela pedra lisa... só aquele bocadinho que me vai fazer lembrar o calor assombroso de sentir o cheiro deste rio a inundar-me a alma.
Preciso de paz!

e pronto...

Não quero saber do concerto.
Flor está mesmo doentinha, já o pirolito está a gastar três dias de baterias acumuladas.
Meu amor grande não vem hoje.

Eu consigo talvez recordar na minha meninice uma fase realmente estúpida, eu teria talvez uns 13 ou 14 anos. A minha florzinha com 10 anos está muito mais à frente. Ela própria já está a entrar nessa fase.

O que me irrita ouvir mães que aceitam tão perfeita e angélicamente cada passo dos seus filhos, parece que foram já programadas. Pois eu aceito que ninguém me ensinou, aceito que gostava de colmatar algumas lacunas que sinto na minha infância, mas aceito de peito aberto que os 10 anos da minha Flôr estão diluídos numa fase da minha própria existência que vai dos 12 aos 16. Sorry! Não nasci ensinada!

Houve alguém, um dia, um herói da minha vida que me disse: Segue instintos, o verdadeiro, o de mãe, esse terá sempre alguma razão!

Assim fiz, não fomos ao concerto, estou aqui sozinha mas... sinto o dever cumprido! Amanhã veremos!